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Yves Saint Laurent

24 abr 2014

written by Memória Cinematográfica

Yves Saint Laurent

Os estilistas ganham cada vez mais espaço no cinema. Coco Chanel já foi tema de pelo menos dois longas-metragens recentemente. Em 2009, Audrey Tautou se transformou na estilista aos olhos da diretora Anne Fontaine, em “Coco Antes de Chanel“. No ano seguinte, foi a vez de contar na telona sobre o caso que ela teve com Igor Stravinsky, baseado no romance Coco & Igor, de Chris Greenhalgh, que também é roteirista do filme dirigido por Jan Kounen.

Sob as lentes de Jalil Lespert, chega aos cinemas brasileiros “Yves Saint Laurent”, filme sobre o estilista francês que começou muito jovem, por volta de seus 20 anos, como assistente de Christian Dior. Ele prosperou até se tornar o estilista titular da marca após a morte do criador e, depois, decidiu a abrir sua própria grife com o apoio de Pierre Bergé.

A obra é uma cinebiografia autorizada sobre um dos grandes gênios da moda, que conseguiu fazer sucesso tanto na alta costura como no prêt-à-porter. Apesar de ser reconhecido principalmente por suas criações femininas, não quer dizer que o filme seja dedicado às mulheres. O longa-metragem fala também de persistência, amadurecimento, coragem e amor.

Na trama, é possível acompanhar quando ele deixou a família na Argélia para viver em Paris e se tornar um costureiro conhecido e preferido por muitas mulheres. Mergulhado em seus desenhos, Saint Laurent conheceu a obsessão e foi diagnosticado com distúrbio maníaco-depressivo.

É possível conhecer o modo como o artista se transformou ao longo dos anos. A trama percorre desde os tempos do garoto tímido que foi viver na capital da moda, com um jeito meio sacerdotal, até o homem descolado, que vive seu amor homossexual sem preconceitos, passando por drogas e a época hippie dos anos 1960.

Tudo isso, aliás, se reflete em suas criações – inclusive a época em que foi morar no Marrocos para se distanciar da pressão de Paris e criar suas peças, que seriam sucesso coleção após coleção. A maneira como ele criava, como nasceu a coleção inspirada nas belas-artes e até mesmo a história do smoking feminino são mostradas durante os 100 minutos de projeção.

Leia o texto completo e a entrevista com o diretor diretamente no site da GQ.


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