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Planeta dos Macacos: O Confronto

21 jul 2014

written by Memória Cinematográfica

Planeta dos Macacos

Depois de contar a origem dos chimpanzés criados em laboratórios, em “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011), agora é a vez de os homens enfrentarem um problema que vai envolvê-los novamente. Uma década depois de a gripe símia praticamente extinguir a raça humana, sobreviventes de São Francisco precisam arrumar uma maneira de gerar energia novamente na cidade. É assim que começa a sequência batizada de “Planeta dos Macacos: O Confronto” (“Dawn of the Planet of the Apes”), que estreia dia 24 de julho nos cinemas brasileiros em versões 2D e 3D.

Nos Estados Unidos, segundo o Filme B, a bilheteria do fim de semana de estreia, 11, rendeu 73 milhões de dólares. O volume deu o primeiro lugar ao filme, tirando o novo “Transformers” do topo.

Aqui, especialistas em busca de fonte de água se deparam no meio da floresta com a comunidade de chimpanzés geneticamente evoluídos. O bando é liderado por Cesar (mais uma vez interpretado por Andy Serkis, que teve os seus movimentos capturados com a ajuda de computadores), personagem que apareceu na primeira parte do filme. Ele era criado junto com humanos e se comporta como tal. Assustado, um dos pesquisadores atira em um macaco e o bando se revolta com a agressão. Daí pra frente, o confronto começa.

Com direção do competente Matt Reeves (“Cloverfield Monstro”), o longa-metragem retrata os macacos com aparência realista e emocionalmente profundos, cujos sentimentos se assemelham aos dos humanos. Trata também do apego pela família e da importância que ela exerce na vida de cada um.

Quando vão para a batalha, os chimpanzés montam em cavalos armados com fuzis e revólveres com a desenvoltura comum em filmes de bangue-bangue. A luta lhes parecem tão cara que fica natural a cavalgada e uma arma em cada punho.

A tecnologia é usada a serviço da história, com macacos saltando de galho em galho em um balé bem coreografado, expressões faciais e olhares que convencem o espectador. Sem contar o senso de humor usado no momento certo para atrair o inimigo e dar o bote. Embora se saiba que a tal floresta não exista, é tudo tão aparentemente real, que o espectador é capaz de acreditar que as cenas não foram filmadas com a ajuda da tela verde.

Andy Serkis, que também teve os seus movimentos capturados em “Avatar”, de James Cameron, fornece seu corpo para a magia do cinema tomar conta. Desde a trilogia “Senhor dos Anéis”, passando pelo gorila, em “King Kong”, na versão de 2005, é dele a experiência única de ter o corpo coberto por sensores lidos por computadores.

Entre os pesquisadores, Gary Oldman é um dos querem mostrar quem manda mais: os humanos ou os primatas. Na expedição, o comando é de Malcom (Jason Clarke), cuja sensibilidade comove Cesar e os dois se ajudam mutuamente nos momentos oportunos.

Além da disputa pelo poder, que inclui armas em punho, o longa discute a soberba dos humanos e dos primatas. Dentro da floresta que eles conquistaram também existe uma disputa de poder que talvez Shakespeare, em sua tragédia “Hamlet”, explique.

Ao final, já dá para perceber que mais uma continuação está a caminho. E é verdade. Ainda sem nome definida, a sequência está programada para estrear em 2016, novamente sob a batuta de Reeves.

Texto originalmente publicado na GQ.


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