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Os Mercenários 3

11 ago 2014

written by Memória Cinematográfica

Os Mercenários 3

Em uma sequência no longa-metragem “Os Mercenários 3” (“The Expendables 3”), cuja estreia está apontada para o dia 21 de agosto, uma personagem diz que entrar e explodir o local seria um retrocesso ao ano de 1985. Então, o líder do grupo, Barney, vivido por Sylvester Stallone, aceita ouvir a ideia dos novatos.

Stallone, coautor do roteiro, atua em filmes de ação desde 1970. Em 1985, por exemplo, estava no auge da sua carreira. Foi neste ano que fez “Rock 4” e “Rambo 2 – A Missão”, duas franquias de sucesso.

Em 2010, porém, descobriu um novo caminho e transformou “Os Mercenários” em um verdadeiro caça-níquel que reúne atores de ação da “velha guarda”.

Este filme, dirigido por Patrick Hughes (“Busca Sangrenta”), mostra que é de sangue novo que o grupo precisa e, depois que Conrad Stonebanks (Mel Gibson) atira em um dos seus amigos, Barney sai recrutando integrantes para acabar com o cara que maltratou seu amigo. É daí que ele vai para diversas cidades descobrir talentos. Entre eles, o ator espanhol Antonio Banderas, que faz um atirador muito bom, mas chato demais por falar sem parar; e a bela hostess Luna, interpretada pela atriz Ronda Rousey, em sua estreia no cinema.

Dos veteranos, Christmas (Jason Statham), Trench (Arnold Schwarzenegger) e Wesley Snipes (Doc) permanecem firmes e fortes para dar suporte ao companheiro. O grupo conta ainda com a ajuda de Drummer (Harrison Ford).

Se os dois filmes anteriores conquistaram fãs principalmente pelo senso de humor, este deixa a desejar. As tiradas que remetem aos personagens de filmes anteriores dos atores famosos, neste já quase não se percebe a referência. Uma das piadas tem a ver com o sotaque britânico de Statham.

Schwarzenegger, um dos sobreviventes da turma que já foi composta por Jean-Claude Van Damme e Bruce Willis, está aparentemente cansado, sem graça e fora de forma. Seu personagem diz que cansou dos negócios e vai se aposentar…

Stallone pouco mudou, o que não quer dizer que seja um elogio. Seu filme não traz inovações, mesmo que os mais jovens recrutas usem a tecnologia para liquidar o inimigo. São as cenas de ação que o público deste tipo de filme quer ver. Elas estão lá, mas a história é boba e previsível, não instiga o espectador a esperar para ver. A espera é longa para o filme destrinchar e, quando desenrola, não entrega tudo o que promete. São 126 minutos ao total, mas há excessos desnecessários.

Esta não é a última missão da trupe, pois o quarto filme da franquia já foi anunciado, mas ainda não tem dada de estreia definida.

Texto originalmente publicado na GQ.


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