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Divertida Mente

05 ago 2015

written by Memória Cinematográfica

Divertida Mente

Quando se pensa que a Pixar está perdendo criatividade, o estúdio, que desde 2006 é controlado pela Disney, lança “Divertida Mente” (“Inside Out”).

O longa-metragem estreou em 18 de junho, mas apenas no último fim de semana consegui ver. E gostei.

A explosão de cores e as canções, típicas dos filmes da Disney, estão todas lá. Mas “Divertida Mente” tem um algo a mais.

A trama se passa dentro da sala de comando, repleta de botões. A tal sala, na verdade, é a mente de Riley, uma menina de 11 anos. Quem aperta os botões são as cinco emoções: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. Dependendo da reação que a menina tem, é cada um que está atuando para ela escolher as melhores opções.

As emoções eram comandadas, na maior parte do tempo, por Alegria, até que a família de Riley se muda para uma nova cidade e tudo precisa ser adaptado.

Daí pra frente, o espectador vai acompanhar como ela vai reagir na escola, no time de hóquei, nos almoços com os pais.

Com diálogos bem construídos e sem tanta música –o que tornaria o filme cansativo–, “Divertida Mente” possui algumas passagens que só serão entendidas pelos mais velhos, como os formatos abstratos à la Picasso, ou o que é subconsciente. Mesmo assim, a criança se diverte com as trapalhadas do amigo imaginário e com todos os outros personagens.

Alegria tem cores vibrantes, saltita e dança sem parar, vê as coisas sempre pelo lado bom. Tristeza, no entanto, tem cor opaca e se lamenta o tempo inteiro. Medo, que tem a função de prevenir acidentes e confusões, é arroxeado, neutro. Já Nojinho é verde, sincera e tem a personalidade forte, dificilmente muda de opinião. O Raiva é vermelho e solta fogo pela cabeça.

Depois de filmes inovadores, como “Toy Story”, “Procurando Nemo” e “Ratatouille”, a Pixar deu uma caída com o chatíssimo “Aviões”, sendo que já tinha escorregado com “Carros, que não passa de uma releitura do mesmo tema.

A Pixar gosta de ir além da aparência e ir fundo nas suas produções e em “Divertida Mente” se aprofunda na mente humana sem ser chato. É uma maneira divertida e nada convencional de mexer com a imaginação das pessoas.

Com “Vida de Inseto” levou o público para dentro do jardim; em “Procurando Nemo”, para dentro do oceano, mesmo sem precisar mergulhar; em “Monstros S.A.” para dentro do armário onde vivem os monstros. Lá atrás, vimos como vivem os brinquedos, em “Toy Story”, o primeiro longa-metragem feito totalmente por computador nos anos 1990.

A direção é de Pete Docter, o mesmo do emocionante “Up – Altas Aventuras” e do divertido “Monstros S.A.”. O roteiro tem assinatura de Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley a partir de uma história original de Docter e Ronnie Del Carmen (“Procurando Nemo”).


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