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Em Nome da Lei

19 abr 2016

written by Memória Cinematográfica

Em Nome da Lei

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Realizador de filmes como “Mauá” e “Zuzu Angel“, Sergio Rezende dirige e escreve o roteiro de “Em Nome da Lei”. O longa-metragem, inspirado em histórias reais, fala sobre o contrabando e o tráfico de drogas no Brasil, mais precisamente na fronteira com o Paraguai.

Protagonista de novelas da Globo, o ator Mateus Solano não trabalha muito em cinema, embora tenha participado do ótimo “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas. Na TV, aliás, seu “Zé Bonitinho”, na “Nova Escolinha do Professor Raimundo”, exibida pelo canal pago Viva, é impagável.

Mas, voltando ao cinema…

Na tela grande, embora Mateus Solano não tenha tanta experiência, pode-se dizer que é a melhor parte desta produção, ao lado de Chico Diaz. Há momentos, porém, que o diretor parece não estar presente, tamanho é o descompasso dos atores em cena.

No filme, Solano é Vitor, um juiz que saiu de São Paulo e foi ao interior de Mato Grosso do Sul fazer justiça. Ele mudou de cidade em troca da posição de juiz titular e também para buscar um ideal. Como profissional, o personagem acredita que vai “mudar o mundo”, ou, pelo menos, as injustiças que acontecem na pequena cidade (fictícia) de Fronteiras.

No fórum, onde começa a trabalhar, conhece a procuradora Alice, vivida pela bela Paolla Oliveira, e o policial federal Elton (Eduardo Galvão). Os três têm a difícil missão de acabar com os mandos do coronel da cidade, Gomez (Chico Diaz), que é especializado em contrabando e em tráfico de drogas.

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Embora o enredo de “Em Nome da Lei” possa ter alguma semelhança com o momento atual do Brasil e com o juiz Sergio Moro, que lidera as investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, o autor do filme se inspirou no juiz federal Odilon de Oliveira, que ficou famoso por atuar no combate ao crime organizado naquela região.

A cidade do juiz é Ponta Porã; a que foi filmada, é Dourados.

A ideia da trama é boa –principalmente por sair do lugar-comum da favela, da pobreza etc.–, mas falta um pouco de “caldo” nesta mistura.

Além dos atores fracos, com interpretações que não convencem o espectador, a produção do longa deixa a desejar. Detalhes como a placa do carro e a garrafa de vinho que chega aberta na mesa do cliente, mostram a falta de cuidado e, sobretudo, falta de verossimilhança da produção.

Outro problema é o excesso de didatismo nas cenas, principalmente quando se referem ao contrabando. Cinema também serve para educar, mas sutileza é essencial quando se trata de arte.

O longa tem estreia apontada para quinta-feira, 21 de abril.


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