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Lolo

09 jun 2016

written by Memória Cinematográfica

Lolo

lolo abre

Parte do Festival Varilux de Cinema Francês, “Lolo, o Filho da Minha Namorada” (“Lolo”) é uma comédia leve que vale o programa.

O festival segue até o dia 22 de junho em 50 cidades brasileiras. Ao todo, serão exibidos 15 filmes inéditos e um grande clássico do cinema francês (“Um Homem e uma Mulher”, de Claude Lelouch).

Além de protagonizar o longa-metragem, a francesa Julie Delpy (“Dois Dias em Paris) é também diretora da trama.

Na trama, ela é Violette, uma quarentona parisiense que, durante as férias no sul da França, conhece Jean-René (Dany Boon, de “A Riviera Não É Aqui), um técnico de informática recém-divorciado.

Pouco se sabe da vida dos dois. O que se sabe, e o que é necessário saber, é que ela trabalha com moda e tem um filho de 19 anos, Lolo –daí o título do filme.

lolo meio

Dias se passam e ele se muda para Paris para encontrar a moça.

Violette vai viver os dramas das mulheres que vivem sozinhas em busca de um amor, além de ter um filho (vivido por Vincent Lacoste), que volta a morar em sua sala. Assim, ela tem de dividir o seu tempo (e o seu amor) entre os dois homens de sua vida.

Julie Delpy encara o papel com naturalidade, cria empatia com o público. Como diretora, aproxima o espectador da história e envolve todo mundo nos seus dramas. Ela é coautora do roteiro, ao lado de Eugénie Grandval.

Em 1995, ela estrelou, ao lado de Ethan Hawke, o longa “Antes do Amanhecer”, sobre uma moça que se apaixona por um rapaz que acaba de conhecer, durante uma viagem de trem na Europa. Quase dez anos depois, o casal volta a estrelar a continuação do filme, em “Antes do Pôr-do-Sol”, quando eles se reencontram.

Quando o público já estava satisfeito com os dois filmes, os atores retornam aos cinemas para ter a maior DR (Discussão da Relação) –em público, com plateia lotada. “Antes da Meia-Noite” (2013) se passa na Grécia e os dois colocam na balança como está o relacionamento durante uma viagem.

Sempre à vontade no papel, Julie mostra habilidade em lidar com temas que seriam bobinhos, mas que acabam se transformando em opções prazerosas para quem quer apenas um pouco de divertimento, sem compromisso. E, em tempos tristes que estamos vivendo, nada melhor do que poder se desligar da realidade e rir dos problemas dos outros.

Depois de participar do Festival, “Lolo” tem estreia nos cinemas brasileiros apontada para 25 de agosto.

 

 


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