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Belos Sonhos

19 dez 2016

written by Memória Cinematográfica

Belos Sonhos

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Homenageado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo neste ano, o cineasta italiano Marco Bellocchio (“A Bela de Dorme”, “Vincere”) escreveu o roteiro e dirigiu “Belos Sonhos” (“Fai Bei Sogni”), longa-metragem que abriu a edição da Mostra e estreia dia 22 de dezembro.

O filme é baseado no romance “Fai Bei Sogni”, de Massimo Gramellini, e conta a história do próprio Massimo (aqui vivido por Valerio Mastandrea), desde a sua infância, quando ocorre a morte de sua mãe na década de 1960, até os anos 1990, quando ele já é um fotojornalista adulto e respeitado, que cobriu a guerra em Saravejo.

Foi nesta época que ele começou a ter ataques de pânico e também revive a infância no momento em que precisa vender o apartamento que pertenceu a sua família. Cenas de dor misturadas com saudosismo e nostalgia.

 

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O padre (olha novamente o cinema incluindo a religião na trama) tenta convencer o rapaz de que a mãe está no paraíso e que não há razão para o sofrimento. Porém, o sentimento de culpa o persegue. Isso, é claro, irá se refletir nos seus relacionamentos de um modo geral, principalmente no amor.

Com cenas que se passam na Itália, o longa é tocante pela época e pela narrativa, com as idas e vindas no tempo, mostrando a dor e o sofrimento de uma criança ao ter de viver sem a presença da mãe.

A trilha sonora dá um clima movimentando no longa, inspira, tem toques de humor, sai a linearidade e faz com o que espectador não sinta apenas a tristeza do personagem, mas também as alegrias vividas.

A cena da dança da mãe com o filho, no início do filme, é um deleite. E ele, sozinho, repete o bailado do meio pro final do longa, quando se encontra um pouco mais à vontade com a sombra que o ronda.

A bela e talentosa atriz francesa Bérenice Bejo também está no elenco.

https://youtu.be/rLNFbCdhRiI


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