Subscribe via RSS

Amor, Paris, Cinema

28 out 2017

written by Memória Cinematográfica

amor paris fatured

amor paris meio

 

Um dos grandes problemas nas artes e em outras áreas não é fazer sucesso. É fazer com que ele permaneça. Na gastronomia, por exemplo, há restaurantes renomados e estrelados pelo “Guia Michelin”, que estão recusando as avaliações dos críticos porque existe muita pressão para manter a estrela, ano após ano. O pior: se perdê-la por algum descuido qualquer, o prejuízo pode ser maior.

Mas vamos falar de cinema. Realizadores se cobram e são cobrados pelo público e pela crítica para que eles se superem a cada obra. Woody Allen, o cineasta que realiza um filme por ano, é um bom exemplo. Ele não consegue ser genial o tempo inteiro, em todas as suas obras. Há os filmes bons e os médios (eu ainda prefiro os seus médios a muitos outros filmes que são lançados por aí… enfim).

Em “Amor, Paris, Cinema” (“Paris, Love, Cut”), de Arnaud Viard, ator que está em Paris Pode Esperar”, ele é o personagem central da trama e está sofrendo para escrever seu segundo filme. Ele pensa em diversas histórias, imagina vários atores que poderiam interpretá-las, mas não consegue sair do lugar.

Da falta de lide, como se diz no jornalismo, ele escreveu um belo filme. No longa-metragem, ele se passa por professor de cinema (uma linda metalinguagem) para um grupo de alunos, monta cenas e se apaixona por uma de suas alunas, Gabrielle (Louise Coldefy). Novinha, por sinal.

Enquanto isso, com sua ex-mulher, Chloé (Irène), está fazendo tratamento para engravidar, pois ter filhos é o sonho da vida de ambos que não se concretizou enquanto eram casados.

 

amor paris abre

 

O longa nasceu com a experiência do próprio realizador, cujo primeiro filme foi lançado em 2004 (“Clara et Moi”). Doze anos depois, e com vários percalços no caminho, como a morte de sua mãe, permearam a conclusão do segundo filme. O baixo orçamento foi um dos pré-requisitos, até porque o longa fora financiado com dinheiro privado (diferentemente do que acontece com os filmes brasileiros, que já começam a ser rodados completamente pagos).

O humor é um elemento que está sempre presente nas cenas, mas também há espaço para aquelas que emocionam o espectador.

“Amor, Paris, Cinema” é um filme simples, com excelentes interpretações e a cidade eleita mais bonita do mundo como pano de fundo.


About the author

Read more posts by


Leave a comment

© 2017 Memória Cinematográfica