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A Trama

25 nov 2017

written by Memória Cinematográfica

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É para escrever um thriller ao lado da autora Olivia (Marina Foïs, de “Relacionamento à Francesa”), que um grupo de jovens escritores se reúne. Esse é o mote do longa-metragem “A Trama” (“L’Atelier”), dirigido por Laurent Cantet.

Mas é um dos temas levantados por um dos jovens à professora que vai desencadear conflitos que darão interesse ao público ao assistir ao filme. O rebelde Antoine (Matthieu Lucci) revisita assuntos esquecidos e antigos da cidade.

Autor de “Entre os Muros da Escola”, Cantet conversa bem com o espectador quando o assunto são jovens da periferia. Sua obra de 2008 foi indicada ao Oscar e ganhou a Palma de Ouro, no Festival de Cannes.

Assim como em “Entre os Muros da Escola”, Cantet escolheu os jovens não atores. Desta vez ele os buscou em clubes esportivos, teatros e bares. “Isso me colocou em contato com centenas de jovens locais e, dentre eles, escolhi meus atores. Depois, liderei um intenso workshop de 15 dias com eles para que suas experiências pudessem alimentar o filme. Esta foi uma das fases favoritas do processo de criação. Os 15 jovens que escolhi rapidamente entenderam o filme. O talento e generosidade deles somados me inspiraram ao longo das filmagens”, diz o diretor no material de divulgação para a imprensa.

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Essa mistura de jovens faz um retrato de como é a França contemporânea, com diferenças de ideias e crenças, principalmente quando se fala em política (extrema direita), sobre os árabes (associados por alguns como terroristas) ou sobre os negros. E essa diversidade e intolerância estão impressas no longa-metragem. 

“A Trama” ajuda a entender um pouco o universo atual em uma história com um pouco de drama e de suspense.


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