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Viva – A Vida é Uma Festa

06 fev 2018

written by Tatiana Babadobulos

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Desde o primeiro longa-metragem de animação, “Toy Story”, lançado em 1994, a Pixar vem emocionando gerações. Neste ano, foi lançado “Viva – A Vida é Uma Festa” (“Coco”) e já ganhou o primeiro prêmio: melhor animação no Globo de Ouro 2018. O próximo deve vir com o Oscar.

Dirigido por Lee Unkrich (“Toy Story 2” e “Toy Story 3”), o longa homenageia a tradicional celebração mexicana do “Día de Los Muertos”. O personagem principal é Miguel Rivera, um menino de 12 anos que quer muito ser músico, mas precisa lidar com sua família, que está de acordo com o seu sonho. Para mostrar seu talento, ele acaba descobrindo um mistério familiar de mais de cem anos. Para isso, ele vai levar o público para conhecer o mundo dos mortos de uma maneira descontraída, engraçada e muito colorida.

Não se costuma falar de morte em animações destinadas às crianças, embora em “O Rei Leão” o jovem leão perde o pai depois que sofre um golpe de Estado. Em “Procurando Nemo”, o pai precisa criar o filho sozinho, uma vez que a mãe morre assim que o filho nasce. Além de “A Noiva Cadáver”, quando a vida é mais feliz depois que o casal morre.

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“Viva – A Vida É uma Festa” traz homenagem ao México em um momento em que os americanos criam uma verdadeira crise diplomática quando o presidente Donald Trump anuncia que os mexicanos não são bem-vindos e que vai construir um muro (da vergonha) para separar de vez as nações. Teria sido uma resposta maravilhosa, mas sabe-se que animações 3D levam aproximadamente quatro anos para ficarem prontas, portanto é inviável imaginar que o filme tenha sido produzido de maneira previamente pensada.

É claro que isso não desmerece a homenagem, tampouco diminui a qualidade do filme, que é excelente. “Viva” emociona a família inteira, faz com que cada um saia do cinema com vontade de conhecer um pouco mais a cultura mexicana e, mais do que isso, que família é o bem maior que temos na vida –e na morte.

Estúdio responsável por animações como “Os Incríveis” e “Ratatouille”, a Pixar mostra, mais uma vez, que veio para ficar e ser um dos melhores estúdios de animação do mundo. Não foi à toa que a Disney se rendeu e entendeu que não poderia superar o concorrente e, em 2006, adquiriu o estúdio reforçando a sua equipe de animação 3D que tinha ficado para trás.

“Viva” tem todas as características que uma animação deve ter: boa música, boa história e personagens com empatia com o público, além da aplicação da técnica para conseguir todo esse resultado. É realmente para emocionar o público e mostrar que a família tem um lugar especial na vida de cada um.


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