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Oito Mulheres e um Segredo

14 jun 2018

written by Tatiana Babadobulos

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É um déjà vu proposital quando vemos Sandra Bullock na tela grande no papel de Debbie Ocean, ou senhora Ocean, em “Ocean’s Eight”“Oito Mulheres e um Segredo”, na versão em português. Anos antes, em 2001, era George Clooney, ao lado de Brad Pitt, quem aparecia com o mesmo sobrenome e se preparava para efetuar o maior roubo da história do cassino do hotel Bellagio, em Las Vegas.

Sandra Bullock, assim como Clooney, vem muito bem acompanhada. Ao seu lado está Cate Blanchett, no papel de sua parceira inseparável, e depois outras vão se juntando, uma a uma, como Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina e Rihanna, no papel de uma hacker meticulosa.

O plano que Debbie elaborou durante cinco anos, oito meses e 12 dias está pronto para ser executado. A vítima agora não é um multimilionário dono de cassino, mas uma joalheria francesa, a Cartier, durante o baile de gala anual que acontece no Met, o Metropolitan Museum de Nova York.

A cidade, cenário para a trama, pouco aparece na tela, principalmente porque as cenas se passam basicamente dentro do museu ou no local escolhido por elas para elaborar o plano infalível. Mas, as primeiras imagens, são da cidade vista do alto.

Cada uma com sua especialidade, as mulheres são frias, atrapalhadas, mas sobretudo competentes para realizar a tarefa imposta. É claro que, no filme, cada detalhe é previsto e foi pensado e todos os passos vão se encaixando, como em um quebra-cabeça perfeito. Assim como em “Onze Homens”, o bom humor tem vez nos diálogos de “Oito Mulheres”. As cenas são leves e engraçadas. Uma boa sessão da tarde, mas não no sentido pejorativo. O filme é divertido, perfeito para desopilar e entreter o espectador.

As interpretações das atrizes, com destaque principalmente para o jeito atrapalhado de Helena Bonham Carter, assim como a destreza de Cate Blanchett e a dissimulação de Anne Hathaway, ganham destaque. A liderança de Sandra Bullock é primordial para que tudo se desenvolva bem –em todos os sentidos.

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Quando estreou “Ocean’s Eleven”, a distribuidora brasileira, a Warner, batizou o filme com um nome muito diferente do original ao invés de fazer simplesmente uma tradução literal. Quando foi lançado o segundo filme, houve um problemaço, pois teria de inventar um outro nome para acrescentar ao subtítulo “Doze Homens”. Nem é preciso dizer o pânico que deve ter rolado quando anunciaram o terceiro filme, em 2007. Se vierem os outros das mulheres (e com certeza virão), o nome já está pré-escolhido. Aliás, se, assim como o filme dos homens forem três ao total, serão oito, nove e dez para se juntar ao onze, doze e treze.

Dirigido por Gary Ross (de “Jogos Vorazes” e “Quero Ser Grande”, aquele com Tom Hanks), o longa é escrito a quatro mãos, por ele mesmo e por Olivia Milch. Steven Soderbergh, diretor dos três longas da franquia, assina a produção ao lado de Susan Ekins.

Em tempo

O longa estreou em 7 de junho e, no primeiro fim de semana, liderou as bilheterias brasileiras. A arrecadação foi de mais de R$ 6,5 milhões, totalizando mais de 354 mil pessoas.

https://www.youtube.com/watch?v=eRVknc7kQGQ


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