Subscribe via RSS

Gauguin: Viagem ao Taiti

29 ago 2018

written by Tatiana Babadobulos

O cinema não cansa de homenagear outros mestres de diferentes artes. Isso aconteceu muito na moda recentemente. Coco Chanel é tema, por exemplo, de dois longas-metragens em 2009: “Coco Antes de Chanel” e “Coco Chanel & Igor Stravinsky“. A mesma coisa com o estilista Yves Saint Laurent. São dois filmes: “Saint Laurent” e “Yves Saint Laurent“, ambos de 2014.

Agora é a vez de pintores serem temas de filmes, o que também não é novidade, pois já tivemos homenageados em filmes como “Com Amor, Van Gogh”  (2017), que concorreu ao Oscar de Animação neste ano, “Frida” (2002), “Renoir” (2012) e outros.

Em cartaz atualmente, o longa “Gauguin: Viagem ao Taiti” (Gauguin – Voyage de Tahiti) relembra a passagem do pintor francês Paul Gauguin na Polinésia Francesa. Cansado da vida na capital francesa, ele deixa para trás a esposa e os filhos e vai sozinho ao extremo do mundo. Chegando lá, é acolhido pelos maoris, aprende seu idioma e conhece a bela Tehura.

Naquela tribo, a mulher escolhe se quer se casar com o homem e vai com embora com ele. E Tehura aceita ir e se transforma na musa do pintor, inspiração para diversos quadros que ele pinta ao longo da vida.

Gauguin é vivido por Vicent Cassel, ator bastante conhecido dos brasileiros. Ele, aliás, que fora casado com a bela atriz Monica Bellucci (de “Aconteceu em Saint-Tropez“), já chegou a morar no Rio de Janeiro e fala português fluentemente. Ele está, por exemplo, no elenco de “À Deriva“, longa de Heitor Dhalia.

No longa de Edouard Deluc (“Mariage à Mendoza”), Cassel segura o filme, vive na praia e pinta pouco, mas o suficiente para marcar a sua passagem por aquelas bandas antes de retornar à França, depois de sofrer com a tuberculose, doença muito comum no fim do século 19. Depois de viver em outras cidades da Europa, ele parte para o Taiti e sua obra até muda, pois ele começa a retratar o erotismo natural e depois, quando retornou ao país, mesmo nunca mais encontrando a sua musa, retratou tipos indígenas.

 

 

Mas o longa mostra apenas o período em que ele ficou a primeira vez naquele país. Entre tintas, amores e tribos, o que falta, na obra de Deluc, é o azul da Polinésia que tanto encanta o imaginário de quem sonha com o arquipélago.

Por isso, não pense você, caro leitor, que irá viajar em imagens, conhecer lugares incríveis. “Gauguin: Viagem ao Taiti” retrata as dificuldades que o pintor teve ao chegar na terra desconhecida e o amor que viveu por aquelas bandas.

 

https://www.youtube.com/watch?v=48S4p_myw_E&feature=youtu.be


About the author

Read more posts by


Leave a comment

© 2018 Memória Cinematográfica