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Megatubarão

09 ago 2018

written by Tatiana Babadobulos

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Não tem nada a ver com as produções de Steven Spielberg dos anos 1970, sobre o tubarão que ataca os banhistas na praia. Esse era “Tubarão” (“Jaws”), longa-metragem que amedrontou durante muito tempo quem brincava no mar e cuja música-tema ainda aterroriza quem assistiu à produção.

Nesta quinta-feira, 8, estreia “Megatubarão” (“The Meg”), uma superprodução sobre uma criatura gigantesca que vive em águas bastante profundas do oceano Pacífico.

Na trama, uma plataforma bancada por um multimilionário está no mar da China com pesquisadores com o objetivo de observar a vida marinha. Esses estudiosos descem mais de 11 mil metros de profundidade para ver o que tem por ali. Porém, um imprevisto acontece com a equipe e a bióloga Suyin (vivida pela bela atriz chinesa Li Bingbing, de “Transformers: A Era da Extinção”) desce para ajudar. Lá, ela entende o que ocorreu: um megatubarão, o Megalodon, criatura que estava para ser extinta, aparece e ataca o submarino em que estão os pesquisadores.

Então, é a vez do mergulhador especializado em águas profundas, Jonas Taylor (Jason Statham, de “Os Mercenários”), ajudá-los. O problema é que ele afirma que não mergulha mais e não sairia da Tailândia por nada. Mas ele vai, óbvio.

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Até aqui, não contei nada do que o leitor não pudesse imaginar, quando se trata de um filme que traz o tubarão no título, certo? O espectador também não se surpreende como as coisas vão acontecendo, mas, a cada segundo, espera pelo ataque, claro. Faz parte do suspense essa enrolação até que a música aumenta e tensão também.

Assisti à versão 3D em uma tela Imax. Não poderia ter sido melhor. Havia também a versão em 4DX, cujas poltronas se movimentam durante o filme. Cenas no mar, aí já viu, tem que ir preparado.

A versão Imax 3D coloca o espectador para dentro do filme e mostra os objetos que passam diante dos olhos. Na navegação, o espectador se vê fazendo parte do filme. É bem feito. E a tecnologia ajuda bastante. Diferentemente do “Tubarão” de Spielberg, que data de 1975, aqui a tecnologia está bastante avançada e pode ajudar a melhorar o que os criadores do filme imaginaram. São detalhes, luzes, a movimentação do tubarão e dos outros animais marinhos, além da nitidez impressionante que deixam esses elementos parecem reais.

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“Megatubarão” não é filme de ator. O britânico Jason Statham até tenta fazer o tipo canastrão e insolente, aquele que não cumpre regras. Porém, ainda falta muito para convencer. Há cenas absurdas, calculadas friamente para salvarem o mocinho, como é de praxe nesse tipo de entretenimento. Por isso, espere (de preferência com um balde pipocas) apenas por um passatempo bem feito, com efeitos especiais aprimorados e capazes, esses sim, de convencer a plateia inteira que o próximo ataque está por perto.

Com direção de Jon Turteltaub (dos filmes “A Lenda do Tesouro Perdido”, “Última Viagem a Vegas” e outras séries de televisão), o roteiro é baseado no livro de Steve Alten e tem assinatura de Dean Georgaris e Jon Hoeber & Erich Hoeber.

 


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