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Turma do Peito

05 out 2018

written by Tatiana Babadobulos


Jogue a primeira pedra a mãe ou o pai que nunca tiveram uma noite mal dormida desde que o primeiro filho nasceu. Além de o sono ter mudado, desde a chegada do bebê mudou também a rotina, a convivência e o círculo de amigos. Mães e pais de primeira viagem, uni-vos!

Esta foi uma das premissas para a elaboração da série australiana “Turma do Peito” (“The Letdown”), lançada em 2017 e neste ano disponível no catálogo da Netflix brasileira.

O pôster de divulgação da série é a personagem principal deitada na cama, exausta. Só por isso, as novas mamães já podem se identificar. Eu, pelo menos, não podia encostar, que caía no sono. Mesmo com a minha filha hoje com um ano e três meses, ainda tenho muito, muito sono.

Alison Bell, uma das criadoras da série ao lado de Sarah Scheller, é a protagonista da história. Ela é Audrey, uma mulher de cerca de 40 anos que vive a maternidade recente com os maiores problemas que ela pode originar: não dorme, tem dificuldade de fazer o nenê dormir, não vê os amigos e, com tudo isso, começa a frequentar o grupo de autoajuda, uma espécie de AA da maternidade. Lá, vive experiências caricatas, mas ao mesmo tempo que pode ter sido vivida por mim ou por você, cara leitora.

Uma delas é a dificuldade em fazer a filha dormir no colo ou no berço, mas muito fácil enquanto anda de carro. O problema é que resolve parar o automóvel sempre no mesmo local, ponto de traficantes.

Audrey tenta conciliar a maternidade com o apoio ao marido egoísta, que só pensa nele e em seu trabalho, além da sogra e dos amigos que não a convidam para sair. É realmente muito difícil conciliar o período recente da maternidade com os programas sociais que estávamos acostumados a fazer antes da chegada do bebê. Aqui, Audrey até tenta, mas não consegue se separar da cria e resolve levá-la a um jantar com os amigos. Só vendo o episódio para entender o que acontece quando isso é feito.

Outro ponto abordado é a volta ao mercado de trabalho. Após a licença-maternidade, retornar ao ambiente corporativo não é a mesma coisa, menos ainda quando amamenta ou não tem ninguém de confiança para deixar o bebê em sua ausência.

Em um dos episódios ao final da primeira temporada, há uma discussão que está sendo feita recentemente no Brasil: a falta de fraldário em banheiros públicos masculinos. Existe uma certa dificuldade de os pais trocarem os bebês, pois, majoritariamente, os trocadores estão disponíveis em banheiros femininos. Raramente são encontrados em banheiros familiares, aqueles em que podem ser usados tanto por homens como por mulheres acompanhados de seus filhos. A maioria deles está em shoppings centers de São Paulo, por exemplo.

Ao total de sete episódios, incluindo o primeiro piloto, a recém-mãe vai ver os personagens e chorar junto, rir e se identificar com as trapalhadas da também novata que aparece na tela, mas que expõe as dores e as delícias desta aventura que é a maternidade!

 


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